Etimologia e Significado
Idioma original: Hebraico
Grafia original: בַּעַל (Baʿal)
Transliteração: Baʿal (português: Baal)
Significado: “senhor”, “amo”, “proprietário”, “marido”; como título religioso, designa o deus cananeu da tempestade e da fertilidade, e também entra em nomes de pessoas e lugares.
Na Bíblia, o nome Baal é usado para um deus falso cananeu e aparece em vários nomes de lugares; além disso, é usado como nome próprio de 2 pessoa(s) diferente(s). Abaixo estão listadas quem são essas duas pessoas, a distinção entre elas e onde aparecem nas Escrituras, lembrando que o foco deste verbete é o uso de Baal como nome de pessoas.
Visão geral
- Um rubenita, pai de Beerá, cuja família esteve entre os rubenitas levados cativos pela Assíria.
- Um benjamita, filho de Jeiel de Gibeão, irmão de Quis e tio do rei Saul.
(Nota de escopo: além desses dois homens, “Baal” é o nome do principal deus cananeu combatido pelos profetas e figura também em topônimos como Baal-Peor, Baal-Berite, Baal-Zebube etc., que serão tratados em verbetes específicos de divindades e lugares.)
1. Baal, rubenita, pai de Beerá
- Identidade: Este Baal é citado na genealogia da tribo de Rúben em 1 Crônicas 5, como parte da linha dos rubenitas que habitavam a região a leste do Jordão; seu filho Beerá é identificado como chefe dos rubenitas que foi levado cativo por Tiglate-Pileser III, rei da Assíria, quando este deportou as tribos transjordânicas.
- Distinção: Distingue-se do outro Baal por pertencer à tribo de Rúben, não à tribo de Benjamim, e por ser lembrado em função da deportação assíria dos rubenitas, gaditas e meia tribo de Manassés, em contraste com o Baal ligado genealogicamente à casa de Saul em Benjamim.
- Onde é citado(a): 1 Crônicas 5:5–6 (em ARA, ACF, NVI, NAA, com a forma “Baal seu filho; Beerá, filho de Baal, chefe dos rubenitas, foi levado cativo por Tiglate-Pileser, rei da Assíria”).
2. Baal, benjamita, filho de Jeiel de Gibeão e tio de Saul
- Identidade: Outro Baal aparece nas genealogias de Benjamim em 1 Crônicas 8–9, como um dos filhos de Jeiel, o pai de Gibeão, e de sua esposa Maacá; seus irmãos incluem Abdom (primogênito), Zur, Quis, Ner, Nadabe, Gedor, Aio, Zéquer e Miklote. De Quis, um desses irmãos de Baal, nasce Saul, primeiro rei de Israel, o que faz de Baal um tio de Saul dentro da árvore genealógica.
- Distinção: Distingue-se do Baal rubenita por pertencer à tribo de Benjamim e estar vinculado à família de Gibeão e à casa real de Saul, em contexto de genealogia benjamita e monárquica, não em relação a chefia rubenita e exílio assírio; o texto não associa esse Baal a qualquer ato de culto, apenas o insere na linhagem de Saul.
- Onde é citado(a): 1 Crônicas 8:29–30 (em ARA, ACF, NVI, NAA, com a forma “Jeiel, pai de Gibeão… seu filho primogênito Abdom; depois Zur, Quis, Baal, Ner, Nadabe…”); 1 Crônicas 9:35–36 (lista paralela com “Jeiel, pai de Gibeão” e seus filhos, incluindo Baal, confirmando a mesma árvore familiar ligada à linhagem de Saul).
