Etimologia e Significado
Idioma original: Hebraico
Grafia original: בַּעֲנָא (Baʿănāʾ) / בַּעֲנָה (Baʿănāh) – formas equivalentes
Transliteração: Baʿănāʾ / Baʿănāh (português: Baaná / Baaná)
Significado: normalmente entendido como “filho da opressão / humildade” ou “no meio da aflição”; a etimologia é considerada incerta entre os dicionários protestantes (por envolver possíveis raízes ligadas a “oprimir / afligir”).
Na Bíblia, o nome Baaná é usado para 4 pessoa(s) diferente(s) de forma segura (algumas fontes contam mais ao separar variações de listas, mas essas quatro são nitidamente distintas). Abaixo estão listadas quem são, a distinção entre elas e onde aparecem nas Escrituras.
Visão geral
- Um dos dois filhos de Rimom, o beerotita, capitão do exército de Saul que assassinou Isbosete.
- Um netofatita, pai de Helebe/Helede, um dos valentes de Davi.
- Um dos doze oficiais de Salomão encarregados de prover a casa do rei a partir do distrito de Megido e Jezreel.
- Um líder do povo pós-exílico, mencionado entre os que voltaram com Zorobabel e entre os que selaram a aliança em Neemias.
1. Baaná, filho de Rimom, o beerotita, assassino de Isbosete
- Identidade: Este Baaná é um dos dois filhos de Rimom, o beerotita, dos benjamitas; ele e seu irmão Recabe são descritos como chefes de tropas (ou capitães de guerrilha) que entram na casa de Isbosete, filho de Saul, o matam em sua cama e levam sua cabeça a Davi, esperando recompensa.
- Distinção: Distingue-se dos outros Baaná por seu papel notoriamente negativo como assassino de Isbosete, rival político de Davi; longe de receber honra, é executado por Davi por ter matado um “homem justo em sua própria casa”, e seus corpos são suspensos sobre o tanque de Hebrom.
- Onde é citado(a): 2 Samuel 4:2–12 (em ARA, ACF, NVI, NAA, com a forma “Baaná” ou equivalente, ao lado de Recabe, filhos de Rimom, o beerotita, que matam Isbosete e são mortos por Davi).
2. Baaná, netofatita, pai de Helebe/Helede, valente de Davi
- Identidade: Outro Baaná é identificado como netofatita e pai de Helebe (ou Helede, dependendo da tradução), um dos valentes de Davi listados entre os “trinta” guerreiros ilustres; a menção a Baaná é genealógica, para situar Helebe em sua família e local (Netofa).
- Distinção: Diferencia-se do Baaná filho de Rimom por não estar envolvido em nenhum ato de violência registrado, mas apenas por ser pai de um dos heróis de Davi; sua origem netofatita (região próxima a Belém) o coloca em outro contexto geográfico que não Beerote (de Benjamim).
- Onde é citado(a): 2 Samuel 23:29; 1 Crônicas 11:30 (em ARA, ACF, NVI, NAA, com formas como “Helebe, filho de Baaná, netofatita” ou “Helede, filho de Baaná, o netofatita”, nos catálogos dos valentes de Davi).
3. Baaná, filho de Ailude, oficial de Salomão em Megido e Jezreel
- Identidade: Um terceiro Baaná aparece em 1 Reis 4 como filho de Ailude e um dos doze oficiais (prepostos) de Salomão responsáveis por fornecer mantimento para a casa do rei, cada um por um mês; o distrito sob sua responsabilidade incluía Taanaque, Megido, Bete-Seã, Jezreel e área adjacente até Abel-Meolá e além de Jocmeão.
- Distinção: Distingue-se dos outros por servir na administração do reino de Salomão, em papel positivo de logística e provisão, e por ser designado a um amplo distrito fértil no norte de Israel; algumas fontes sugerem que ele possa ser parente de Jeosafá, cronista de Salomão, mas o texto não afirma isso explicitamente.
- Onde é citado(a): 1 Reis 4:7, 12 (em ARA, ACF, NVI, NAA, com a forma “Baaná, filho de Ailude, em Taanaque e Megido, e em toda Bete-Seã… até Abel-Meolá, além de Jocmeão”).
4. Baaná, líder pós-exílico ligado a Zorobabel e Neemias
- Identidade: Um quarto Baaná é citado em Neemias entre os líderes que voltaram do exílio com Zorobabel e Jesua e, mais tarde, entre os que selaram a aliança com Neemias; ele aparece na lista dos cabeças do povo, provavelmente representando uma família ou grupo de retornados.
- Distinção: Distingue-se dos demais por seu contexto pós-exílico e função de liderança espiritual/política na restauração de Jerusalém; não é guerreiro de Davi nem oficial de Salomão, mas líder do povo israelita repatriado, participando da renovação da aliança e organização da comunidade.
- Onde é citado(a): Neemias 7:7 (em ARA, ACF, NVI, NAA, com a forma “Baaná” entre os que vieram com Zorobabel e Jesua); Neemias 10:27 (entre os que selaram o pacto com Neemias, na lista de líderes do povo).
